terça-feira, 29 de julho de 2008

Amor por assim dizer

Por algum tempo eu vivi
Um amor irreal a qual me entreguei
Um sentimento surreal no qual eu senti
As profundezas da inocência de uma amor infantil,
O mesmo ainda persiste
E me faz sorrir com a pior das hipóteses
Perder-te, por que na verdade nunca o tive.
Assim como o ar me basta
Para mim é suficiente lembrar-me de sua presença
Prevalece a doce lembrança de um amor platônico
Que por mais dor que tenha causado ao meu sentido
Nunca se desfez.

Imaginei por meia década que para duas almas se unirem
Bastava o encontro de um olhar
e a intensidade de uma caricia
Percebo agora que o encontro dos pensamentos,
Idéias e ideais rumo ao mesmos objetivos
Tornam-se mais importantes
Tanta controvérsia em torno de um relacionamento
Desune o impacto da primeira impressão
Com o primeiro momento.

Um amor irreal no qual me enganei.
Um sentimento surreal no qual ainda sinto
De corpo e alma me entreguei.
A realidade não pode interferir nos meus sonhos
Sendo assim persisto e insisto
Em viver o que não posso presumir.

E ainda vivo
Um amor irreal a qual me entreguei.
Um sentimento surreal no qual ainda sinto.

Psique

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